Esta página foi criada no ano lectivo 2009/2010, para a disciplina de História e Geografia de Portugal. Dado que se tornou uma ferramenta indispensável para os alunos, nos anos seguintes resolvemos dar-lhe continuidade. Este blog destina-se aos alunos do 5º ano de escolaridade, da Escola Básica 2.3 Aquilino Ribeiro, em Vila Nova de Paiva e tem como objectivo servir de suporte ao trabalho que é desenvolvido nas aulas.
terça-feira, 22 de junho de 2010
O Romance de Pedro e Inês
Inês de Castro era filha natural de Pedro Fernandes de Castro, mordomo-mo do rei Afonso XI de Castela, e de uma dama portuguesa.
Em 24 de Agosto de 1339 teve lugar o casamento do príncipe Pedro, herdeiro do trono português com Constança Manuel. Inês de Castro seria uma das aias de Constança, D. Inês de Castro, por quem D. Pedro viria a apaixonar-se. Este romance começou a ser comentado e mal aceite na corte e pelo próprio povo.
Sob o pretexto da moralidade, D. Afonso IV (pai de D. Pedro) não aprovava esta relação, não só por motivos de diplomacia. Em 1344 o rei mandou exilar Inês no castelo de Albuquerque, na fronteira castelhana. No entanto, a distância não teria apagado o amor entre Pedro e Inês que, segundo a lenda, continuavam a corresponder-se com frequência. Em Outubro do ano seguinte, Constança morreu ao dar à luz o futuro rei Fernando I de Portugal. Viúvo, Pedro mandou Inês regressar do exílio e os dois foram viver juntos em sua casa, o que provocou grande escândalo na corte, para enorme desgosto de El-Rei seu pai. Começou então uma desavença entre o rei e o infante. D. Afonso IV tentou remediar a situação casando novamente o seu filho com uma dama de sangue real. Mas Pedro rejeitou este projecto, alegando que sentia ainda muito a perda de sua mulher Constança e que não conseguia ainda pensar num novo casamento. No entanto, fruto dos seus amores, Inês foi tendo filhos de D. Pedro I.
Depois de alguns anos a viver no norte de Portugal, Pedro e Inês tinham regressado a Coimbra e se instalado no Paço de Santa Clara. Mandado construir pela avó de Pedro, a Rainha Santa Isabel, foi neste paço que esta rainha vivera os últimos anos, deixando expresso o desejo que se tornasse na habitação exclusiva de reis e príncipes seus descendentes, com as suas esposas legítimas.
Havia boatos de que o príncipe se tinha casado secretamente com Inês. Na família real, um incidente deste tipo assumia graves implicações políticas. O rei D. Afonso IV decidiu que a melhor solução seria matar a dama galega. Na tentativa de saber a verdade, o rei ordenou dois conselheiros seus dizerem a Pedro que ele podia se casar livremente com Inês se assim o pretendesse. D. Pedro percebeu que se tratava de uma cilada e respondeu que não pensava casar-se com Inês.
A 7 de Janeiro de 1355, o rei cedeu às pressões dos seus conselheiros e do povo e, aproveitando a ausência de Pedro numa excursão de caça, enviou Pêro Coelho, Álvaro Gonçalves e Diogo Lopes Pacheco para matarem Inês de Castro em Santa Clara. Segundo a lenda, as lágrimas derramadas no rio Mondego pela morte de Inês teriam criado a Fonte dos Amores da Quinta das Lágrimas, e o seu sangue derramado ainda hoje permanece na fonte.
Trabalho elaborado por: Lara Fernandes do 5ºA
A Padeira de Aljubarrota
Brites de Almeida, mais conhecida pela padeira de Aljubarrota, pensa-se que terá nascido em Faro em 1350. Mulher destemida e valente, depois de altos e baixos na sua vida, Brites fixou-se em Aljubarrota onde se tornou dona de uma padaria.
Encontrava neste local quando houve uma batalha entre portugueses e castelhanos. Derrotados os invasores pelos valentes guerreiros portugueses, sete deles fugiram do campo de batalha e tentaram esconder-se. Entraram na padaria que estava com a porta aberta, isto porque todo o povo tinha vindo para a rua para defender o que era seu. Quando Brites voltou para a padaria, percebeu que as coisas não estavam como ela tinha deixado. Depois de procurar, encontrou sete castelhanos encolhidos, escondidos dentro do forno. Munida da sua pá de padeira, acabou com a vida dos inimigos. Não satisfeita juntou-se a outras mulheres valentes que estavam na rua a lutar e com ferramentas caseiras todas elas correram com quem puderam dali para fora.
Ficou assim conhecida como a padeira de Aljubarrota por ser determinada e pelo seu carácter valente. Por isso ainda hoje, no símbolo daquela localidade, está uma pá de padeira em gratidão pelo seu feito. Para sempre será conhecida pela sua valentia.
domingo, 23 de maio de 2010
O Milagre das rosas
A verdadeira lenda do milagre das rosas é muito conhecida e uma das mais belas lendas religiosas.
Numa manhã, a rainha D. Isabel tinha distribuído pão e algum dinheiro pelos pobres, como era seu hábito, aproveitando a ausência de seu marido, o Rei D. Dinis. Regressava ao palácio, depois da sua benfeitora visita. Dona Isabel caminhou para o palácio e estava já a chegar, quando para lá se dirigia também um cavaleiro. Rapidamente alcançou a rainha. Era D. Dinis que regressava de Leiria.
Ele tinha proibido a rainha de dar esmolas aos pobres, mas sempre desconfiou que ela o fazia quando ele se ausentava e, agora vendo o volumoso regaço achou que a tinha apanhado em flagrante. Provavelmente levaria pão e algumas moedas, pensava ele. Perguntou-lhe:
“- Que levais no regaço, minha nobre esposa?
- São rosas, senhor, são rosas. – Respondeu a rainha, deixando o rei irado, já com a certeza da desobediência da rainha. Era impossível haver rosas naquela época do ano.
- Podeis mostrar-me essas rosas de Janeiro? – Perguntou D. Dinis ironicamente.
- Se só vendo acreditais na minha palavra... – Dizendo isto abriu o regaço e surgiram as lindas rosas, que deixaram o rei, incrédulo, a exclamar:
- Milagre! Milagre! Em Janeiro não há rosas, só pode ser um milagre. Milagre!
Lara 5ºA
terça-feira, 11 de maio de 2010
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